Depois de uma eliminação do Brasil em Copa do Mundo, o país costuma procurar um culpado para demonizar. É quase um ritual: alguém precisa sair carregando sozinho uma derrota que, na verdade, foi construída por dezenas de eventos pequenos, alguns controláveis, outros nem tanto.
Na Previsão Esportiva, trabalhamos desde 2010 tentando quantificar eventos relacionados à Copa do Mundo. E sabemos bem que probabilidade, quando contraria paixão, vira alvo fácil.
Avaliar uma decisão depois que o placar já contou o fim da história é uma forma muito pobre de entender futebol. O futebol sendo futebol. A matemática, em expectation, até pode ter favorecido o Brasil em vários momentos. Mas as realizações concretas dos eventos aleatórios não favoreceram.